NEWS

I Semana da Quaresma - Reflexão

por Pe. Francisco Tiery, icms.

 

O episódio das “tentações de Jesus no deserto” é rico de inspirações para a nossa alma. Devemos tentar colher, portanto, alguns detalhes, para aprofundarmo-nos mais. 

Antes de mais nada, o Evangelho nos diz que Jesus foi conduzido para o deserto pelo Espirito – ou seja, por Deus – para ser tentado pelo demônio. O Verbo que se fez carne submete a sua humanidade à tentação. Enquanto homem, devia dar-nos um exemplo, para ajudar-nos a enfrentar as tentações e as dificuldades e a resistir ao mal, disfarçado de bem, vencendo como Ele e n’Ele.
São João Crisóstomo escreve: “Jesus quis ser conduzido no deserto e lutar contra o demônio, de maneira que os batizados, sendo agredidos por maiores tentações depois do Batismo, não ficassem perturbados e não fossem tomados pelo desânimo”.
E Santo Agostinho acrescenta: “Ele poderia ter mantido longe de si o demônio; mas se não tivesse deixado ser tentado, não teria te ensinado a vencer quando estiveres sendo tentado. De fato, a nossa vida, nessa peregrinação, não poder estar isenta de provas e o nosso progresso ocorre por meio da tentação. Ninguém pode conhecer a si mesmo se não for tentado, e nem pode ser coroado se não tiver vencido, nem pode vencer sem combater; mas o combate pressupõe um inimigo, uma prova”.
Jesus se prepara à sua missão com a oração e com o jejum, e é justamente nesse momento que a tentação chega. Parece que o tentador, observando nossos movimentos, aja conosco assim como agiu com Jesus: fica à espera nos nossos momentos de fraqueza, como quando o nosso coração tem mais fome e sente com maior intensidade a necessidade de ser preenchido pela Graça.
Jesus, após ter jejuado quarenta dias e quarenta noites, no fim, teve fome; e o tentador aproximou-se d’Ele tentando de imediato coloca-lo à prova.
O demônio, zombando e desfrutando da Sagrada Escritura, foca nas três concupiscências “mães”, que são comuns a todos os homens: o ídolo do ter (possesso), do poder e do parecer (sucesso). Jesus que bem sabe aonde o tentador que chegar, não deixa espaço para o diálogo com ele e responde com a força da Palavra de Deus. Ele nos ensina que devemos confiar n’Ele mais do que no “pão” material.
O demônio, assim como fez com Adão e Eva, quer levar Jesus à dúvida, ao sair do projeto de Deus, desviando-o da vontade do Pai. O objetivo de toda tentação é sempre o de querer insinuar a dúvida sobre Deus, quase como se Deus enganasse o homem, por medo de que este se torne como Ele.
Jesus quis submeter-se a esta prova para dar-nos o exemplo, enquanto que ninguém – por mais santo que seja – é imune à tentação, que determina a nossa vitória – em Cristo e com Cristo – ou a nossa derrota pessoal.
A vitória está nos meios com os quais nos opomos ao Tentador: antes de tudo a oração, para pedir que Deus combata ao nosso lado; e depois a penitência, a partir das pequenas coisas, para treinar a nossa vontade e deixar assim à Graça de Deus o espaço para agir livremente em nós.
Nossa Senhora, em Fátima, vem justamente nos ensinar que oração e penitência são as duas “asas” indispensáveis para contrastar a nossa tendência ao pecado e para sustentar os nossos irmãos, que enfrentam as mesmas batalhas. Que seja Ela a guiar-nos neste caminho quaresmal.

Em destaque

NOVOS AMIGOS NA FCIM
Consagração - Arapiraca

Retiro de Rapazes
Realizado de 19 a 21 de julho de 2019

Encontro Vocacional para Moças
Realizado de 14 a 16 de junho de 2019

CALENDÁRIO EVENTOS

FAÇA SUA DOAÇÃO AGORA

Com uma pequena doação você poderá reacender a esperança de homens, mulheres e crianças no Brasil e também na Itália.

Dona alla fondazione

A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria

FAÇA JÁ SUA ASSINATURA |

NEWSLETTER

A newsletter é um instrumento para permanecer sempre em contato conosco e para ficar sempre atualizados sobre as principais atividades da Família do Coração Imaculado de Maria. Fazendo sua inscrição você receberá gratuitamente notícias, links e artigos.

Doses de espiritualidade

La nostra fede è questa: la Trinità santa e perfetta è quella che è distinta nel Padre e nel Figlio e nello Spirito Santo, e non ha nulla di estraneo o di aggiunto dal di fuori.(Sant'Atanasio)